Por: Carol Mager
Com conforto e funcionalidade, a ausência de paredes dá dinamismo aos
ambientes e se mostra tendência no país
Os novos
empreendimentos seguem uma linha já utilizada nos conhecidos lofts: ambientes
fluídos, com a menor quantidade possível de paredes, sem separar e segmentar o
uso dos espaços. Cozinha com acesso ao terraço e à churrasqueira, living amplo
com salas ligadas ao escritório, jardim ou varanda. "Esta tendência pode ser
vista em inúmeros condomínios de São Paulo. Na década de 90, os lofts eram o
aproveitamento de grandes imóveis industriais antigos, dando a eles a forma de
residenciais. Por isso, foram construídos já com estas características:
ambientes amplos onde o living se confunde com o dormitório e a cozinha em um
mesmo espaço", afirmou Feliciano Giachetta, diretor-presidente da FGi Negócios
Imobiliários.
O formato de cozinha
americana, com apenas um balcão separando o ambiente da sala, já conquistou
muitos moradores no país. O espaço é destinado para quem gosta de cozinhar e
receber os amigos para jantar, mas sem deixar de bater um papo. Acabou se
transformando em espaço gourmet. Não dá pra negar que ambientes integrados ficam
mais arejados, com mais luminosidade natural, melhor acesso visual para áreas
externas, funcionalidade e ampliação dos espaços. Porém, ele é mais indicado
para quem procura praticidade e não privacidade. "O convívio social, a busca de
espaços amplos e flexíveis atraem o novo perfil do consumidor, principalmente o
público jovem que mora só", completou Giachetta.
Há também aqueles
apartamentos que estão no meio termo, apenas com integração em espaços sociais e
de lazer. Já os dormitórios e banheiros são protegidos
para manter a
privacidade. Os arquitetos dão o toque final com portas de correr ou paredes de
vidros, deixando tudo mais clean, sem roubar espaço de circulação, dando
profundidade ao ambiente, além de ajudar a integrar a parte externa com a
interna.